O que me faz assim?
A sutileza da vida de sabor: Esperança
Seu espaço-tempo?
Material – Inteligível, a partir das 18 horas (sem atraso e sem juros)
Ahn?
Sim! É pago.
Quanto? Depende do tamanho da tua ignorância, ué
O motor desse sabor?
São os pecados e suas penitências... Isso! Com pitadas de culpa e de fé...
Se vale a pena?
...
Olá?
Está aí, ainda?
Xi... Acho que foi embora...
Escrito por Lauríssima às 1:29 PM
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POEMA INFANTIL À UMA CRIANÇA
Enquanto namorávamos, te magoei.
Mágoas saudáveis. Mágoas de mãe para filho.
De amante, para homem casado consigo mesmo.
Nunca me quis, sempre desejou a sensação de me ter.
Uma pena....
Porque hoje, nem amigo quer ser...
Você vai crescer... Um dia, quem sabe a gente se vê...Mas
Por hora, o melhor mesmo, é me esquecer!
Não te esqueço um só dia.
Não te lembro com bons olhos, todos os dias.
Mais uma vez, você não entende nada.
Acostumada? Estou e muito!
Inconformada? Como um absurdo!
Decepcionada? Espero que não esteja para sempre...
Hoje, penso em você como nunca havia pensado
Torço por você como nunca tinha torcido
Tudo isso porque
Quero logo que você padeça dentro de mim!
E só quero que isso aconteça porque me apaixonei
E tudo que preciso, e não consigo, é dizer:
Pronto, fulano! Agora sim, eu me entreguei!
NÃO CONSIGO MAIS TE AMAR
Escrito por Lauríssima às 7:48 PM
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Primeiro você me azucrina Me entorta a cabeça e me bota na boca Um gosto amargo de fel
Depois vem chorando desculpas Assim meio pedindo Querendo ganhar um bocado de mel
Não vê que então eu me rasgo Esgasgo, engulo, reflito e estendo a mão
E assim nossa vida é um rio secando as pedras cortando e eu vou perguntando - Até quando?
São tantas coisinhas miúdas Roendo, comendo, arrasando Aos poucos com o nosso ideal
São frases perdidas num mundo de gritos e gestos Num jogo de culpa que faz tanto mal
Não quero a razão pois eu sei O quanto estou errada E o quanto já fiz destruir
Só sinto no ar um momento Em que o copo está cheio E que já não dá mais para engolir...
28/01/08
Fim.
Escrito por Lauríssima às 10:55 PM
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Nescau, psicoativo(?)
Sinto... sua... falta. Vivo; vivo um viver insípido por ter certeza de algo me falta: você. Sentir falta de algo que nunca tive... insano, doente, irreal: meu cotidiano. E não importa a distância: ela não existe quando sei que você vivencia junto comigo sonhos, sonhos impossíveis que revivemos como se já fossem velhos filmes na videoteca empoeirada de nossa alma; aliás, nada importa, contanto que não preciso de nada pra me lembrar que tenho você, sempre, ainda que só no meu surreal circo; sempre te tive e te levarei, junto comigo, ao infinito quando for a hora. No fim, talvez não sinta a tua falta: sinto a tua presença. Sinto sua voz que nunca ouvi a sussurar segredos passionais, trivialidades bobas e preciosas no meu ouvido enquanto envolve meu corpo nu com o teu enquanto contemplamos uma aurora não mais bela que as demais, e justamente por isso, de valor inconcebível. Quando trago a fumaça que inexoravelmente altera o frágil equilíbrio da natureza (humana, terrestre, transcedental), vivo com você toda a epopéia, verossímil ou não, que qualquer entidade possa imaginar, criar, viver, morrer, transcender... Chega. Basta. Eu não consigo. Assumo a minha total incapacidade para lidar com esse tufão que com suas vagas devasta o meu ser e me reduz ao nada, ao tudo, à diluição total do meu pobre ego no cosmo infinito (?) das consciências, humanas, meramente, ou não. Laura... como é o nome disso que sinto por ti? Não sei... você sabe? Alguém jamais soube? Pra que nomes? A epistemologia não interessa agora... quero apenas que você permaneça, indomável e perfeita, pra que assim eu possa te imaginar.
E ele ainda teve a coragem de pedir perdão por isso...
Incondicionalmente, e às favas a Epistemologia, OBRIGADA por ser quem é!
Escrito por Lauríssima às 4:47 PM
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Prefiro pensar, que pensar faz mal.
Que amar, não é mais de igual para igual...
Amar é quase sempre: desigual.
Que a cumplicidade tem tantas exigências como têm a reciprocidade.
O absurdo de estar, é não estar... A reciprocidade, onde está?
A decepção da Decepção é maior que a qualidade da consciência da decepção.
Esta não basta.
Eu gosto é do gosto de gostar.
Do gostinho gostoso que dá de gostar.
Do frio na barriga que o outro me dá
Pelo simples prazer de deixar-me gostar.
A cumplicidade?
A lealdade?
Fidelidade?
Reciprocidade?
Pro Inferno!!!
Escrito por Lauríssima às 11:21 PM
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BOTE P/
Deus meu... Quanto tempo!
E eu pensava que já estivesse em dias melhores, Lombardi*.
Mas tudo em ti continua...
Os signos influem no mundano e infame de tua mente, (ainda).
Pois saiba que em mim, a simplicidade não existe mais como antigamente...
Mais adequada ao antiquado, ela está ficando perigosa.
Sempre soube que você era mentira.
Seu falso e hipócrita.
Seu maníaco nojento.
Escrito por Lauríssima às 8:14 PM
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Cena do Cotidiano (Parte I)
E o grito ecoou:
-Pensaria em você se não fosse tão egoísta.
Diria ao meu narcisismo incompleto o alfabeto do teu corpo inteiro, se não fossem tuas mãos pra nos separar.
Assopraria levemente a brisa cálida do teu quarto em direção a teu ventre, se me deixasse terminar a serenata!Que incompleta excomunga os meus olhos fadigados em você. Insensível.
Eu lapidaria teu nome num universo mágico de luz, com um suspiro ansioso e endêmico, se não fosse...
Da rua, o consolo numa voz pálida e rouca interrompe o suplício:
- Cale-se seu mártir filho da puta. Será possível que o romantismo falido é a única parte que te sobra na esperança vermelha de seu suspiro em vida? Desista!
E o ato consumou-se.
Escrito por Lauríssima às 12:17 AM
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O escambo
O escambo deve existir entre o corpo e a alma
Entre a cabeça e o coração. Razão e emoção.
A troca há de vir de dentro pra fora, consolada pela garantia imaginária.
No mais, a consciência toma vida e te repreende no subconsciente do subconsciente.
Para aqueles que deixam estar, sorte!
Para aqueles que estão deixando, lamentos!
Á todos uma boa dose de empatia com esperança em algures.
Á ninguém, só resta nenhures...
Escrito por Lauríssima às 6:01 PM
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CÁLICE (28/03/2005)
Aconteceu assim... De repente, não mais que de repente.
A sensação do ganho da perda foi sentida nos pés contraídos, e esmaltados de suor.
As paredes vibraram com a gagueira dos movimentos absurdos e inconstantes.
O desconhecido tomou conta dos batimentos cardíacos que entregaram-se como num surto de silêncio da alma, ao desejo do corpo, ao desejo da carne.
E no final místico do ritual humano... Ouviu-se o alívio calado das cores pagãs.
Escrito por Lauríssima às 9:05 PM
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VOA
Ouço passos na escada, não diga nada.
Veja. A noite é fria e o tempo escuro.
O além escutou sua voz. Renda-se.
A queda é abstrata e o Amor Inaudito. Cubra-se.
Os passos já não são mais passos, são Espaços.
O perdão está cansado, a Esperança? Está no céu.
O luto, já não serve pra nada.
Vista a máscara das sete faces e lute.
Ontem não existe, não insista.
Amanhã a escada será lixo e
O sóbrio mundo onipresente - será luz.
Escrito por Lauríssima às 4:14 PM
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O Risco.
No cume da montanha mais alta
No topo do desconhecido
Os ventos gritantes dançam no infinito dos céus
A leitura dos sonhos é errônea.
O calendário é a ampulheta que está entre seus dedos
O tempo é seu amigo. O passado não.
Se você conhecesse ao menos o que é a vida...
Os mares te reverenciariam.
O sol te aqueceria.
A Lua lhe seria fiel.
Mas os homens...
Ah, estes te enforcariam!
Escrito por Lauríssima às 1:40 PM
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O inesperado surge numa explosão atônita!
Mil e uma explicações se confundem no finito espaço do teu colo
O passado ilusório reflete-se no espelho que separa dois mundos.
O primeiro se faz presente. O segundo se faz ausente.
Ausente dessa chama que ecoa no vazio do tempo.
Que emerge da solidão e finda num arco-íris de magia.
É ausente da beleza triste da vida
Dos cantos bárbaros dos pássaros
Dos gestos, cores e sons...
Duas faces Mas somente, uma escolha.
Escrito por Laura às 8:35 PM
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Triz
A solução heterogênea do ano amargo,
A solubilidade da dúvida na vida,
A periódica rotina fadigada,
A acidez gástrica do cérebro
Faz pensar em tudo o que já não é, sem nenhum direito de defesa.
O jogo não permite.
O ego tenta o equilíbrio que saiu de férias.
O corpo pende para o lado mais pesado da mente, que renuncia.
A força da gravidade se emancipa e toma conta do Físico.
Por um triz, a esperança não morreu.
Escrito por Laura às 5:19 PM
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Disparo contra o sol Sou forte sou por acaso Minha metralhadora cheia de mágoas Eu sou o cara Cansado de correr Na direção contrária Sem pódio de chegada ou beijo de namorada Eu sou mais um cara
Mas se você achar Que eu tô derrotado Saiba que ainda estão rolando os dados Porque o tempo, o tempo não pára
Dias sim, dias não Eu vou sobrevivendo sem um arranhão Da caridade de quem me detesta
A tua piscina tá cheia de ratos Tuas idéias não correspondem aos fatos O tempo não pára
Eu vejo o futuro repetir o passado Eu vejo um museu de grandes novidades O tempo não pára Não pára, não, não pára
Eu não tenho data pra comemorar Às vezes os meus dias são de par em par Procurando agulha no palheiro
Nas noites de frio é melhor nem nascer Nas de calor, se escolhe: é matar ou morrer E assim nos tornamos brasileiros Te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro Transformam o país inteiro num puteiro Pois assim se ganha mais dinheiro
A tua piscina tá cheia de ratos Tuas idéias não correspondem aos fatos O tempo não pára
Eu vejo o futuro repetir o passado Eu vejo um museu de grandes novidades O tempo não pára Não pára, não, não pára
Escrito por Laura às 12:32 PM
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Nove meses.
Tudo começou na Ilha das promessas desesperadas.
Duvidosamente acreditei nos outros, sem desconfiar de ti.
Alívio.
A cada passo dado na Ilha, me aproximava de mim mesma.
E sem te perder de vista, cobri meus olhos com cortinas de ferro.
Amor.
Influenciada pelo desânimo perpendicular a ti, arrependi-me.
E finalmente te enxerguei.
Óculos.
A Ilha esquecida tornou-se pretexto.
As falsas descobertas a seu respeito tornou-se dúvidas.
Nove meses.
Gestação.
Injeção de uma quase indigestão.
Continuo na Ilha. Mas já estou de partida.
Compartilharemos no mínimo a saudade.
De olhares infantis e sutis.
Arrependa-se do tempo que perdeu.
(Mesmo assim, ainda gosto de você)
Escrito por Laura às 6:49 PM
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Labirinto.
A prisão perpétua da mente: Liberdade.
Liberdade essa que nos conduz ao nada.
Encontrada no conjunto vazio da alma é desesperadamente procurada pelos ofegantes – rebeldes.
O que ninguém avisou: A liberdade, cega.
E nessa busca incansável, a mente se perde num deserto infinito; onde só existem conjugações mal-feitas de um futuro - passado que está por vir.
O absurdo: Ser livre.
A luz, ainda é forte. A mente se cansou da dúvida, da dívida. Mas ainda há o inexistente tempo de escolher. De aceitar. De decidir.
A decisão: O encontro de si mesmo.
Num toque, num sorriso e na espontaneidade. Por tempos, será livre e dono de todos os sentimentos que o regiam na escuridão do deserto.
O caminho: Despertar do sono profundo.
Escrito por Laura às 8:11 PM
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UNANIMIDADE
O sorriso estancado no peito, as mãos reverenciando o Infinito.
De braços abertos e coração latejante, os ventos trazem amores de toda uma vida.
Na nuca, refletem-se máscaras de um passado espelhado e trincado.
Os pés sentem a leveza do corpo, e o corpo a leveza do ser.
Dos ombros, são retirados pesos do tamanho do mundo.
Os ouvidos escutam o Bolero de Ravel como num cheiro de mágica.
Os olhos virgens vêem pela primeira vez a beleza da vida.
E a alma sente a infinita presença teológica do amor.
Escrito por Laura às 10:00 PM
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Especificamente
Eu queria ter dito a você, o que todos os Deuses já comentam.
Eu queria ter tido a coragem de sorrir, quando te olhava.
De ter podido suspirar fundo e acreditar que você pudesse ser meu.
E de não ter que escrever tão diretamente a você, como aqui estou fazendo.
Teria te levado à mágica da fórmula do mundo num poema.
Em minutos te faria menos responsável com a vida e com a fadiga
Do coração que já não agüenta mais o peso e o preço que tens de pagar.
A verdade tinha que ter sido dita, mas não foi.
Querer a insuportável ansiedade de um “sim”
Não foi por falta; nem de vontade, ainda menos desejo.
Foi porque você quis assim. E assim foi feito.
As diferenças, o separa de mim com diplomacias desnecessárias.
Mas tudo isso passou. Está passando. Vai passar. Hoje, minha alma queima. Amanhã, a minha mente desperta.
Escrito por Laura às 10:19 PM
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O ABISMO
A vontade que tenho é de não mais ter vontade.
Ah, se eu pudesse conduzir minha vida!
Não sei se seria diferente do que hoje é.
Mas sei que a responsabilidade e o peso sobre minha consciência seria maior.
Maior e talvez, melhor.
Não existiria complexo, nem culpa (se sou eu quem a sinto).
O futuro seria o tempo mais precioso da minha vida.
Já que o passado e o presente...Explodiriam como um eco na altura e na morbidez de um abismo, que não muito longe, tardaria o futuro (que agora já não é) também explodir!
Os pássaros voariam afoitos na rapidez da luz.
E ao chegarem em terra firme, avistariam a vida cotidiana e os tolos que a protagonizam.
Os avisaria o pior! - Fujam! O mundo está no fim.
Vão depressa, mas vão contra o vento! E a favor da fuga. Da culpa, porque só lá, encontrarão abrigo.
E quando o mundo estivesse acabando, o abismo se difundiria com o tempo!
O tempo, oco, como se rezasse o terço, também se confundiria. E misturaria passado, presente e futuro.
A culpa viria à tona. Os destinos, finalmente se encontrariam e os tolos...
Os tolos e os pássaros (que seguiram a direção da fuga) com tanta sede à salvação, entrariam na Prisão Eterna da Alma!
Escrito por Laura às 7:36 PM
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O HOMEM (RAUL SEIXAS) " (No momento em que eu ia partir... Eu resolvi voltar) Vou voltar Sei que não chegou a hora de se ir embora, é melhor ficar Vou ficar Sei que tem gente cantando, tem gente esperando, a hora de chegar Vou chegar Chego com as águas turvas, eu fiz tantas curvas pra poder cantar Esse meu canto que não presta Que tanta gente então detesta Mas isso é tudo que me resta, nessa festa. Vou ferver Como que um vulcão em chamas, como a tua cama que me faz tremer Vou tremer Como um chão de terremotos Com o amor remoto que eu não sei viver Vou viver Vou poder contar meus filhos, caminhar nos trilhos, isto é pra valer Pois se uma estrela há de brilhar Outra então tem que se apagar Quero estar vivo para ver O Sol nascer, o Sol nascer... Vou subir Pelo elevador dos fundos, que carrega o mundo sem sequer sentir Vou sentir Tira a minha dor no peito, que escondi direito, agora vai surgir Vou surgir Numa tempestade doida para varrer as ruas em que vou seguir." (Eu também quero estar viva para ver o sol nascer).
Escrito por Laura às 7:00 PM
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9ª Sinfonia de Beethoven
O peso é muito grande. A consciência muito esquecida. E o sorriso muito estreito.
O pensamento tem de haver lógica. Mas não existem leis no mundo dos pensamentos.
Melhor que pensar, é sentir. E o sentimento é meu refúgio. E sei que vou carregá-lo para o resto da minha vida.
Que no momento tem gosto amargo. Mas o amargo, não é o gosto da vida. Passo por uma fase, onde não quero sentir, não quero ver, não quero ouvir, não quero tocar nada.
Sinto náuseas a cada palavra hipócrita que escuto. E não me envergonho por isso.
Parece que cada dia que passa, estou mais distante do que foi me imposto ser.
E disso eu tenho medo. Tenho medo de ficar sozinha, mas quero ficar sozinha.
Não quero ser orgulho de ninguém. Não quero me orgulhar de ninguém. Não quero ser.
Antes, preciso estar em algum lugar.
O esquadro está torto, o compasso não quer mais círculos.
Perco a hora, e chego em mim tarde demais.
Quero mudar o relógio, mas ele parece ser mais forte que eu.
Antes de terminar todo esse egoísmo meu,
Desconsidere absolutamente tudo o que você leu.
E quem o fizer, “eu tiro meu chapéu”.
Escrito por Laura às 8:45 PM
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SOBRIEDADE
O amor me trouxe até aqui e é por isso que eu não vou desistir.
A paixão me entorpeceu, a ilusão me decepcionou, a decepção me iludiu... Mesmo assim, estou aqui.
Estou aqui, não porque espero reciprocidade da vida, ou da morte, seja lá o que for.
Mas porque gosto de estar aqui e estou aqui porque gosto.
As explicações freudianas são simples perto dos problemas, que na verdade não existem!
E você ainda se acha no direito de reclamações.
Tudo parece tão simples à vista de um entorpecido, que a vida, passa a ficar chata!
Querer sobriedade, é querer enxergar a última coisa que você deseja sentir,
E o sentimento por mais nobre que possa parecer, é fútil à vista do entorpecido,
Que agora já não liga mais para observações minúsculas, ou maiúsculas com letras de forma ou de mão.
O que ele quer... É viver, é sentir, é amar.
Mesmo aparentando para os sóbrios, a verdadeira: Loucura.
Ele realmente não se importa!
Boa loucura com doses de sobriedade à vocês, e uma ótima semana!
Escrito por Laura às 10:29 PM
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KASHMIR
O mesmo coração que bate, está consumado.
As futilidades cotidianas são úteis para os amantes.
O relógio não descansa. O tempo não pára.
A música já não é a mesma, o piano desafinou.
O Minotauro não quer mais a Ilha.
Creta ficou pequena demais.
O calendário já marca o fim.
A sintonia é inexiste.
O esforço... O esforço está por vir. Amanhã, quem sabe?
A coragem tem medo do oculto.
A escuridão, agora, já não é tão fria.
O silêncio, já não é gritante.
O corpo está dormente.
A mente sórdida virou plasma.
E você... Você não passa de mais Um.
Escrito por Laura às 8:14 PM
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Versos Íntimos
Vês?! Ninguém assistiu ao formidável Enterro de tua última quimera. Somente a ingratidão - esta pantera - Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te à lama que te espera! O Homem, que nesta terra miserável Mora entre feras, sente inevitável Necessidade de também ser fera.
Toma um fósforo. Acende teu cigarro! O beijo, amigo, é a véspera do escarro, A mão que afaga é a mesma que apedreja. Se a alguém causa ainda pena a tua chaga, Apedreja esta mão vil que te afaga, Escarra nesta boca que te beija!
(Augusto dos Anjos)
Escrito por Laura às 1:09 PM
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Lisbon Revisited (1923)
Não: Não quero nada. Já disse que não quero nada. Não me venham com conclusões! A única conclusão é morrer. Não me tragam estéticas! Não me falem em moral! Tirem-me daqui a metafísica! Não me apregoem sistemas completos, não me enfileirem conquistas Das ciências (das ciências, Deus meu, das ciências!) - Das ciências, das artes, da civilização moderna!
Que mal fiz eu aos meus deuses todos? Se têm a verdade, guardem-a! Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnica. Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo. Com todo o direito a sê-lo, ouviram?
Não me macem, por amor de Deus! Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável? Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa? Se eu fôsse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade. Assim, como sou, tenham paciência! Vão para o diabo sem mim, Ou deixem-me ir sòzinho para o diabo! Para que havemos de ir juntos?
Não me peguem no braço! Não gosto que me peguem no braço. Quero ser sòzinho. Já disse que sou sòzinho! Ah, que maçada quererem que eu seja da companhia!
Ó céu azul - o mesmo da minha infância - Eterna verdade vazia e perfeita! Ó macio Tejo ancestral e mudo, Pequena verdade onde o céu se reflete!
Ó mágoa revisitada, Lisboa de outrora de hoje! Nada me dais, nada me tirais, nada sois que eu me sinta.
Deixem-me em paz! Não tardo, que eu nunca tardo... E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero estar sòzinho!
Álvaro de Campos)
Escrito por Laura às 6:27 PM
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O ORGASMO DA MORTE.

O jardim é imenso no eco do paraíso;
As flores; delicadamente coloridas exalam o perfume dos Deuses.
O caminho é luz, o destino pertence a Ele.
Os sentidos aguçam-se para a leveza do ser, que já não mais é.
Os maus sentimentos ficam pelo caminho junto à doença da alma, que agora, ama!
Os anjos sorriem e conduz-te pela mão, ao mais belo lugar existente;
E como num toque divino,
A paz o habita, o amor o surpreende.
A eterna mão do divino se estende,
E agora, já estás condenado para sempre, à felicidade dos poetas reluzentes.
Escrito por Laura às 6:09 PM
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!RODA VIVA!
O excesso de excesso me excede.
A alma caridosa começa a se desmanchar em retalhos de decepção.
Começa a surgir o amor-próprio.
Mas o comodismo é resistente, ele agüenta.
Não que eu queira, mas vocês sabem; é confortável.
Todos os dias me analiso.
Sem esperar bons resultados, me contento com o mínimo.
E na manhã seguinte, adivinha?
Cometo quase as mesmas infrações do dia que antecede, também, o dia do mínimo.
Minimamente a vida vai mudando.
E eu também.
(Fique tranqüilo, agradeço aos Deuses todos os dias, por isso).
E assim o tempo passa por mim, sem que eu passe por ele.
Mas já estou pronta para a vida;
Que venha o tempo e o contra-tempo,
Que venham os excessos
E que venha o mínimo.
Um brinde ao futuro e ao Chico Buarque!
CORDÃO – CHICO BUARQUE DE HOLANDA
Ninguém, Ninguém vai me segurar Ninguém há de me fechar As portas do coração Ninguém Ninguém vai me sujeitar A trancar no peito a minha paixão Eu não Eu não vou desesperar Eu não vou renunciar Fugir Ninguém Ninguém vai me acorrentar Enquanto eu puder cantar Enquanto eu puder sorrir
Escrito por Laura às 7:05 PM
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AUSENTE DE MIM
Ontem, eu era nada,
E hoje, sou menos ainda.
A luta é vã, a força é hipócrita as lágrimas desesperadas.
A mente já se cansou da utopia desenfreada
O corpo pede água.
Os sentimentos já se confundem.
Só sei do que não gosto e não gosto do que eu sei.
O otimismo agora é cômico, o sarcasmo essencial.
Tudo se assemelha a nada.
Os olhos já não sentem mais...
Agora sim, Estou pronta para vida.
Escrito por Laura às 1:25 PM
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De Onde Vem a Calma
De onde vem a calma daquele cara?
Ele não sabe ser melhor, viu?
Como não entende de ser valente
Ele não sabe ser mais viril
Ele não sabe não, viu?
Às vezes dá como um frio
É o mundo que anda hostil
O mundo todo é hostil
De onde vem o jeito tão sem defeito
Que esse rapaz consegue fingir?
Olha esse sorriso tão indeciso
Está se exibindo pra solidão
Não vão embora daqui
Eu sou o que vocês são
Não solta da minha mão
Não solta da minha mão
Eu não vou mudar não
Eu vou ficar são
Mesmo se for só,
Não vou ceder
Deus vai dar aval sim,
O mal vai ter fim
E no final assim calado
Eu sei que vou ser coroado rei de mim.
(Los Hermanos)
Escrito por Laura às 6:16 PM
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Alusão.
A minha angústia é não poder esvaziar-me.
O sofá vazio me agrada.
Mas a tua presença me faria bem
As sombras, quem sabe não mais me atordoariam.
E a janela mudaria de paisagem.
A companhia do sofá, eu já tive.
Assim como não tenho mais controle dos meus pensamentos.
Mas o muro está longe
E a queda? A queda é muito grande.
A saudade é para os sábios.
Eu não saberia...
E se o giz para sempre se apagar?
E se a emoção não sobreviver?
Não quero mais o sofá vazio.
Vou arriscar, pois, Prefiro viver.
Escrito por Laura às 7:04 PM
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O DESCONHECIDO, DESCONHECIDO.
O fim de todos nós: é o recomeço.
O dia termina, a noite começa, e o que deveríamos fazer, geralmente não fazemos.
A relatividade do assunto não vem ao caso, o acaso é relativo.
O disco parou, a música terminou, nem tudo é descartável.
Nós, humanos somos. Somos mais descartáveis em vida, do que na morte.
E você sabe do que eu estou falando.
Mas amanhã é um novo dia. E o prazer é só nosso.
Nada foi em vão. O tempo não vai atrapalhar, ele é oco!
Respeite-o, que em troca terá bons momentos.
O chão nós sentimos, mas ainda falta atrito.
O vento continua soprando, e você nem sente... Não tem vergonha?
Já experimentou ter outra visão panorâmica do seu umbigo, ou da sala que tanto te atormenta?
Não tente.
Passamos tempo demais dormindo comodamente o sono dos anjos.
O desconhecido é muito desconhecido e ecoa na alma dos aflitos.
Por isso que não se pode levar à risca as coisas fúteis, tudo é fútil!
PARA OUVIR # LOS HERMANOS - ALÉM DO QUE SE VÊ #
Escrito por Laura às 4:23 PM
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MAIS UM DIA......
A falta de criatividade me desanima, mas não tanto quanto a mesmice!
A mesmice me cansa.
Não digo propriamente da mesmice-rotineira... (essa também!). Mas essa não me cansa tanto quanto a “mesmice-infelizmente-já-normal”...Essa me apavora!
É tudo tão previsível e possivelmente quase impossível... Que esgota a capacidade de ser “alegre e feliz, vivendo cada dia como se fosse o último” de qualquer simples mortal!
Esgota o ânimo, a paciência, a boa vontade e até a educação.
Tudo é tão previsível que eu sei, por exemplo, que depois que você ler esse “texto-previsivelmente-entediante” terá a atitude previsível de no máximo se expressar de alguma forma (seja xingando, seja rindo, seja até tendo surpresas com este, enfim seja lá como for) e depois... Continuar a sua vida rotineira e acomodada de sempre!
Não que isso seja errado. Aliás, não existe certo ou errado.
Mas isso não te lembra alguma coisa? A mim lembra...
Marx dizia que “Viver sua própria vida já é um ato revolucionário” e ele estava certo... Certo?
Acho que o tédio, por exemplo, se cura ocupando a mente, a alma e o corpo.
A rotina pode ser melhorada... Mas não curada!
Mas e a previsibilidade da mesmice?
Qual é a vacina que podemos tomar para evitar essa doença?
Acho que o tempo! Mas não o passar dele, o passado dele! A infância.
A infância é a melhor época da vida de um ser humano. Vista de uma forma não mais ingênua, é claro. A criança não gosta de ser criança. A não ser aquelas que possuem a alma e o espírito elevado.
Assim como eu não gosto da maioria das pessoas da minha idade. Que fazem da mesmice: moda!
Um absurdo...
Não sei o que é pior:
Esse ar denso e pesado que ronda (nós, os despreparados) e mesmo sentindo isso, nós não mudamos, porque também tememos a mudança.
Fazermos disso modismo, e comodamente nos acostumarmos.
Ou eu, entrando em pânico por não querer ser mais uma... Pior: sabendo que sou!
Por hoje é só
Desculpem-me à mesmice do assunto.
E boa rotina a todos!
Laura.
Para ouvir (se quiser, claro) # Pesadelo # Maurício Tapajós e Paulo César Pinheiro#
“Quando o muro separa uma ponte une Se a vingança encara o remorso pune Você vem me agarra, alguém vem me solta Você vai na marra, ela um dia volta E se a força é tua ela um dia é nossa Olha o muro, olha a ponte, olhe o dia de ontem chegando Que medo você tem de nós, olha aí Você corta um verso, eu escrevo outro Você me prende vivo, eu escapo morto De repente olha eu de novo Perturbando a paz, exigindo troco Vamos por aí eu e meu cachorro Olha um verso, olha o outro Olha o velho, olha o moço chegando Que medo você tem de nós, olha aí O muro caiu, olha a ponte Da liberdade guardiã O braço do Cristo, horizonte”
Escrito por Laura às 6:30 PM
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PARABÉNS!!!
Ela merece o mundo!
Mas acho que ainda não sabe, que já o tem.
Ela reluz como a luz do sol
E está em extinção, por ser: única.
Hoje, completa mais um ano de vida.
E ninguém no mundo, saberia dizer o quanto ela é especial.
Sua teoria é a praticidade.
Sua meta: o destino.
Seu destino: uma meta.
Faz da vida, um verdadeiro milagre.
E do leão, seu bicho fiel (uma vítima), de todos os dias...
A cada minuto, revoluciona.
Seja chorando, seja sorrindo...
Ela é benvinda pela Vida e pelos Anos.
Por mim e pelo sempre, sempre!
Só quem conhece, sabe de quem eu estou falando...
Mãe, parabéns por ser exatamente a tua essência!
Que os Deuses te ilumine e te proteja.
Como mulher, eu te admiro muito,
Como filha, eu te agradeço sempre,
E como amiga eu te amo eternamente!
Parabéns!
Para ouvir # Los Hermanos# De Onde Vem A Calma#
“(...) Eu, não vou mudar não.
Eu vou ficar são, mesmo se for só, não vou ceder.
Deus, vai dar aval sim,
O mal vai ter fim.
E no final assim calado eu sei,
Que vou ser coroado o rei De mim.”
Escrito por Laura às 8:09 PM
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Por mim...
Estanquei pela primeira vez meu fracasso.
A risada já não é mais a mesma (de desespero).
Os músculos pela primeira vez, nessa segunda oitava, relaxaram.
A respiração não é mais ofegante.
O arrepio, agora não me apavora.
A prática, só se entende praticando.
Hoje, excepcionalmente hoje, dormirei sorrindo.
A janela, hoje, não vai reclamar do exercício...
Meus pés e minhas costas finalmente encostarão na cama,
Em que eu pretendo só por essa noite (inteira), não ser.
Mas estar.
Hoje, pela primeira vez, descobrirei definitivamente quem sou eu.
E já não tenho mais medo da decepção.
O tempo é oco, já não me importo.
A verdade é fria, queima como fogo e quando estoura, é como bomba.
O coração bate aflito pedindo água.
Mas eu estou forte, não sei mais por quanto oco irei agüentar.
Cinzas.
Marchas fúnebres vem à mente ressaltando o passado.
O espaço é apertado.
O ego inflado.
Como num toque matinal, murchei-o.
Consegui chorar lágrimas doces, pela primeira vez, cansei das salgadas.
Só por hoje, acordei.
Para ouvir # Pink Floyd # Welcome to the Machine#
Escrito por Laura às 9:32 PM
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...
Inspire
Agora vista seu véu e cubra-se
Sem sentimento algum, ame.
Cuide do seu segredo, ninguém saberá.
Cale-se.
Pense em nada.
Sinta o cheiro sórdido que exala de ti mesmo.
Expire.
Cubra-se, eles estão te vendo.
Finja.
Deite-se, eles estão chegando.
Escute as vozes que saltam sobre ti.
Odeie.
Nada será como antes.
Transpire.
Sue como se fosse a primeira vez.
Trema de medo e de pavor
Cante desesperadamente o que ninguém mais quer ouvir
Não diga nada.
Eles estão mais próximos.
Exale.
Os gritos gagos que já não mais saem.
O perfume que não mais fede.
O amor, que não mais ama.
Lamente.
O que nada mais pode ser feito.
O que perdeu para sempre.
Enxerga-te.
Para Ouvir # Pink Floyd # Shine On You Crazy Diamond#
Escrito por Laura às 8:18 PM
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Matar ou Mudar?
Matar ou mudar?
A mudança é perigosa.
A morte é mais segura.
A morte mata a mudança.
A mudança não muda a morte.
Morrer é esquecer-se daquilo que quase sempre se quer lembrar.
Mas é irreversível.
Morro de amor pela morte.
Pela morte de um ideal,
Pela morte de um objetivo, de um problema quase insolúvel.
Pela morte de uma concepção, de um ponto de vista.
Pela morte da mudança...
Mas eu devo morrer ou viver?
Viver é sentir.
Mas a vida é tão perigosa.
Na morte não há risco de vida.
Mas na vida há risco de morte.
Na vida, consigo ter certezas.
Certezas como o amor, o ódio, a dor e até a própria morte!
Mas e na morte?
Posso ter alguma certeza?
Penso que a morte seja um estado de espírito irreversivelmente incompreendido.
Mas só posso pensar nisso, viva.
E é isso o que me alivia: a vida.
E depois
A Morte.
Para ouvir: Nirvana - Where Did You Sleep Last Night.
Escrito por Laura às 6:10 PM
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Agora sim, Eu voltei, Com esperança de mudar!
Primeiro deitei-me. Depois, quase acomodada, fechei os olhos para não mais ver o relógio que insistia em me prender a atenção. Precisava de um descansar eterno!
Relaxei.
Mas relaxei o corpo, pois a mente não me deixava em paz nem por um segundo sequer.
Pensamentos iam e vinham como tontura de quem acabara de embriagar-se.
Tentando não pensar em pensamentos, com os olhos ainda fechados, comecei a imaginar.
Mas não queria imaginar nada, nem pensar nada.
Imagens confusas misturavam-se.
E não mais pude me identificar. Não mais sabia o que era passado ou presente.
Eu estava no futuro.
Mas o futuro só a Deus pertence...
Mentira.
Pertenceu a mim esse dia. Eu me vi. Pela primeira vez, eu me vi.
E pude enxergar minha futura vida mesquinha.
Uma vida normal e igual: fútil e inútil; monótona e hipócrita; cheia de ambição e descontentamento. Que decepção!
Não queria mais me ver.
Precisava acordar o mais rápido possível.
Mas eu sabia que se acordasse, correria o risco de nunca mais poder me ver.
De nunca mais sentir tamanho poder, em poder me ver.
O meu futuro, que até então pertencia somente a Deus, estava me pertencendo.
Essa euforia toda de Ver me deixou confusa,
E um sentimento inexplicável me tomou o coração.
Foi quando escutei vozes e sem pensar, voltei.
Não porque tinha decidido algo. Mas por que voltei.
Inexplicavelmente voltei.
E voltei não me lembrando de mais nada.
Um enjôo me tomara o estômago; uma sensação de vazio me preencheu; parecia que havia apanhado de alguém, meu corpo doía. Estava com medo. Chorei.
Mas o que estava acontecendo?
Não conseguia me lembrar de nada.
Alguém me viu e me pegou no colo.
Com um sorriso estampado no rosto emocionado, me colocou nos braços de uma mulher que eu nunca vira antes, mas já gostara dela.
Nos olhos dela pude me ver novamente, e pude ver também quem era aquela doce mulher que também chorava.
Não mais eufórica, tentei falar com ela.
Mas não consegui.
Serena, olhei para ela calmamente,
E com uma voz de anjo, ela disse a mim: - Benvinda a vida, minha filha!!
Escrito por Laura às 9:23 PM
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"Você não pode fazer isso comigo
Eu não quero, eu não quero.
Eu te conheço, eu sei quem voce é,
Eu sei tudo sobre a sua vida
E sei o que você quer.
Mas ele não, ele não pode querer isso de mim.
Ele não pode me obrigar a fazer isso.
Isso não.
Ah é? Então vou me matar.
É... Isso mesmo que você ouviu,
Prefiro a morte!
Eu não sei, eu não quero saber e tenho muita raiva de quem sabe!
Eu, atormentado?
Só por que posso me jogar daqui
A qualquer momento e finalmente acabar com a minha vida?
Ah é? Você Duvida?
Não duvide nunca de mim mãe...
Eu sei que você me ama.
Eu sei... Eu sei diss...Mas se você gosta de mim de verdade
Não me faça ir ao Psiquiatra.
Por favor mãe
Eu não quero me conhecer."
Escrito por Laura às 1:03 AM
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Para ouvir # Para Nóia - Raul Seixas#
Quando esqueço a hora de dormir
E de repente chega o amanhecer
Sinto uma culpa que eu não sei de que
Pergunto o que é que eu fiz
Meu coração não diz, eu
Eu sinto medo
Se eu vejo um papel qualquer no chão
Tremo, corro e apanho pra esconder
Medo de ter sido uma anotação que eu fiz
Que não se possa ler
E eu gosto de escrever
Mas, mas eu sinto medo
Tinha tanto medo de sair da cama à noite pro banheiro
Medo de saber que não estava ali sozinho
Porque sempre, sempre, sempre
Eu estava com Deus
Eu tava sempre com Deus...
Vacilava sempre a ficar nu lá no chuveiro com vergonha
Com vergonha de saber que tinha alguém ali comigo
Vendo fazer tudo que se faz dentro dum banheiro
Dedico essa canção
Para Nóia
Com amor e com medo.
Escrito por Laura às 1:01 AM
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