Primeiro você me azucrina Me entorta a cabeça e me bota na boca Um gosto amargo de fel
Depois vem chorando desculpas Assim meio pedindo Querendo ganhar um bocado de mel
Não vê que então eu me rasgo Esgasgo, engulo, reflito e estendo a mão
E assim nossa vida é um rio secando as pedras cortando e eu vou perguntando - Até quando?
São tantas coisinhas miúdas Roendo, comendo, arrasando Aos poucos com o nosso ideal
São frases perdidas num mundo de gritos e gestos Num jogo de culpa que faz tanto mal
Não quero a razão pois eu sei O quanto estou errada E o quanto já fiz destruir
Só sinto no ar um momento Em que o copo está cheio E que já não dá mais para engolir...
28/01/08
Fim.
Escrito por Lauríssima às 10:55 PM
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