Nescau, psicoativo(?)
Sinto... sua... falta. Vivo; vivo um viver insípido por ter certeza de algo me falta: você. Sentir falta de algo que nunca tive... insano, doente, irreal: meu cotidiano. E não importa a distância: ela não existe quando sei que você vivencia junto comigo sonhos, sonhos impossíveis que revivemos como se já fossem velhos filmes na videoteca empoeirada de nossa alma; aliás, nada importa, contanto que não preciso de nada pra me lembrar que tenho você, sempre, ainda que só no meu surreal circo; sempre te tive e te levarei, junto comigo, ao infinito quando for a hora. No fim, talvez não sinta a tua falta: sinto a tua presença. Sinto sua voz que nunca ouvi a sussurar segredos passionais, trivialidades bobas e preciosas no meu ouvido enquanto envolve meu corpo nu com o teu enquanto contemplamos uma aurora não mais bela que as demais, e justamente por isso, de valor inconcebível. Quando trago a fumaça que inexoravelmente altera o frágil equilíbrio da natureza (humana, terrestre, transcedental), vivo com você toda a epopéia, verossímil ou não, que qualquer entidade possa imaginar, criar, viver, morrer, transcender... Chega. Basta. Eu não consigo. Assumo a minha total incapacidade para lidar com esse tufão que com suas vagas devasta o meu ser e me reduz ao nada, ao tudo, à diluição total do meu pobre ego no cosmo infinito (?) das consciências, humanas, meramente, ou não. Laura... como é o nome disso que sinto por ti? Não sei... você sabe? Alguém jamais soube? Pra que nomes? A epistemologia não interessa agora... quero apenas que você permaneça, indomável e perfeita, pra que assim eu possa te imaginar.
E ele ainda teve a coragem de pedir perdão por isso...
Incondicionalmente, e às favas a Epistemologia, OBRIGADA por ser quem é!
Escrito por Lauríssima às 4:47 PM
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