Triálogos da Loucura


Labirinto.

 

A prisão perpétua da mente: Liberdade.

Liberdade essa que nos conduz ao nada.

Encontrada no conjunto vazio da alma é desesperadamente procurada pelos ofegantes – rebeldes.

O que ninguém avisou: A liberdade, cega.

E nessa busca incansável, a mente se perde num deserto infinito; onde só existem conjugações mal-feitas de um futuro - passado que está por vir.

O absurdo: Ser livre.

A luz, ainda é forte. A mente se cansou da dúvida, da dívida. Mas ainda há o inexistente tempo de escolher. De aceitar. De decidir.

A decisão: O encontro de si mesmo.

Num toque, num sorriso e na espontaneidade. Por tempos, será livre e dono de todos os sentimentos que o regiam na escuridão do deserto.

O caminho: Despertar do sono profundo.

 

 



Escrito por Laura às 8:11 PM
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UNANIMIDADE

 

O sorriso estancado no peito, as mãos reverenciando o Infinito.

 

De braços abertos e coração latejante, os ventos trazem amores de toda uma vida.

 

Na nuca, refletem-se máscaras de um passado espelhado e trincado.

 

Os pés sentem a leveza do corpo, e o corpo a leveza do ser.

 

Dos ombros, são retirados pesos do tamanho do mundo.

 

Os ouvidos escutam o Bolero de Ravel como num cheiro de mágica.

 

Os olhos virgens vêem pela primeira vez a beleza da vida.

 

E a alma sente a infinita presença teológica do amor.



Escrito por Laura às 10:00 PM
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