MAIS UM DIA......
A falta de criatividade me desanima, mas não tanto quanto a mesmice!
A mesmice me cansa.
Não digo propriamente da mesmice-rotineira... (essa também!). Mas essa não me cansa tanto quanto a “mesmice-infelizmente-já-normal”...Essa me apavora!
É tudo tão previsível e possivelmente quase impossível... Que esgota a capacidade de ser “alegre e feliz, vivendo cada dia como se fosse o último” de qualquer simples mortal!
Esgota o ânimo, a paciência, a boa vontade e até a educação.
Tudo é tão previsível que eu sei, por exemplo, que depois que você ler esse “texto-previsivelmente-entediante” terá a atitude previsível de no máximo se expressar de alguma forma (seja xingando, seja rindo, seja até tendo surpresas com este, enfim seja lá como for) e depois... Continuar a sua vida rotineira e acomodada de sempre!
Não que isso seja errado. Aliás, não existe certo ou errado.
Mas isso não te lembra alguma coisa? A mim lembra...
Marx dizia que “Viver sua própria vida já é um ato revolucionário” e ele estava certo... Certo?
Acho que o tédio, por exemplo, se cura ocupando a mente, a alma e o corpo.
A rotina pode ser melhorada... Mas não curada!
Mas e a previsibilidade da mesmice?
Qual é a vacina que podemos tomar para evitar essa doença?
Acho que o tempo! Mas não o passar dele, o passado dele! A infância.
A infância é a melhor época da vida de um ser humano. Vista de uma forma não mais ingênua, é claro. A criança não gosta de ser criança. A não ser aquelas que possuem a alma e o espírito elevado.
Assim como eu não gosto da maioria das pessoas da minha idade. Que fazem da mesmice: moda!
Um absurdo...
Não sei o que é pior:
Esse ar denso e pesado que ronda (nós, os despreparados) e mesmo sentindo isso, nós não mudamos, porque também tememos a mudança.
Fazermos disso modismo, e comodamente nos acostumarmos.
Ou eu, entrando em pânico por não querer ser mais uma... Pior: sabendo que sou!
Por hoje é só
Desculpem-me à mesmice do assunto.
E boa rotina a todos!
Laura.
Para ouvir (se quiser, claro) # Pesadelo # Maurício Tapajós e Paulo César Pinheiro#
“Quando o muro separa uma ponte une Se a vingança encara o remorso pune Você vem me agarra, alguém vem me solta Você vai na marra, ela um dia volta E se a força é tua ela um dia é nossa Olha o muro, olha a ponte, olhe o dia de ontem chegando Que medo você tem de nós, olha aí Você corta um verso, eu escrevo outro Você me prende vivo, eu escapo morto De repente olha eu de novo Perturbando a paz, exigindo troco Vamos por aí eu e meu cachorro Olha um verso, olha o outro Olha o velho, olha o moço chegando Que medo você tem de nós, olha aí O muro caiu, olha a ponte Da liberdade guardiã O braço do Cristo, horizonte”
Escrito por Laura às 6:30 PM
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